Na Argentina, ô, se toca M.A.

10 dez

Pois é, né.

Vejam que até a música é uma questão de ponto de vista claro!. Em Recife, a moçada curte a banda, pois acha que temos uma puta influência de Mutantes (e até de Nação Zumbi, por causa daquela parte na Muco do Belô). Para os fãs de  São Paulo, o nome Musical Amizade não remete ao significado de banda de bailão (óooh, que pena), curtem pois adoram o nosso batera virtual. Aqui em Porto Alegre, a galera acha que a Musical Amizade é experimentaaaal de mais. “Nossa, baterista virtual, que loucura, né? Quanto experimentalismo doido”.  (Credo! Tudo bem, é que estamos falando de Porto Alegre mesmo).

Lá na Argentina é “wwwoooow, boludo, buena onda, noo?” hehehe Pois é, TERCEIRA SEMANA MUSICAL AMIZADE RODA NA ESTACION DEL SOL 100.9 FM, Buenos Aires.

Ah, mas é aquilo, né, fazemos o som q a gente curte, e não ganhamos dinheiro nem outros bônus com isso. Tranquilo. Sempre soubemos disso.  Mas que são interessante estes fenômenos, isso são.


20 Respostas to “Na Argentina, ô, se toca M.A.”

  1. Moisa 10, dezembro, 2009 às 6:34 pm #

    Daê, galere!

    Doido esse post. Massa q vcs falam essas coisas… Tem mta banda cagalhona por aí que não fala o que pensa porque tem medo de desagradar radialista e produtor!

    “ui, fazemos música sinceraa, bábábábá”…

    Porto Alegre é um porcaria, não tem mercado (já teve), não rola grana pra músico, e as bandas tem que fazer politicagem na internet para saírem de bonzinhos!

    Desculpa o desabafo aí, mas Porto Alegre se perdeu no caminho!

    • Rafael Molina 10, dezembro, 2009 às 7:05 pm #

      Calma o coração! tu tem banda, certo moisa?

      acho que dá pra fazer alguma coisa aqui na cidade, só q tem q ser mpb w num barzinho gay. conheço gente q tira 500 pila na noite pra tocar duas horinhas.

      isso sim é q é vive de musica meu

  2. Vanessa Lopes 10, dezembro, 2009 às 6:43 pm #

    Olha, acho q tem um mercado em Porto Alegre de música, sim. Mas que funcione, nao.
    Eu lembro da década de 90 quando bandas como Tequila, Nenhum de Nós e muuitas outras tocavam pra caramba no interior. Tinha um vasto circuito de bandas. Muitas delas nao tinham nem gravadora

    Uma vez eu ouvi um cara dizer que o problema não é a banda ser boa ou ruim, se ela sabe se divulgar ela é “boa”, sacou?

    ow, Musicais, pq vcs não tem um site? seria uma boa divulgação!

    Adoro a banda e acho o baterista de vcs uma das coisas mais loucas q já vi!
    Bjuous

  3. musicalamizade 10, dezembro, 2009 às 6:58 pm #

    Poxa, não esperávamos comentários bonzinhos pra este post.

    Enfim, pra vcs verem como tudo é uma questão de interpretação. Queríamos divulgar q a M.A está tocando direto na Argentina. Isso é massa pra gente, mas não esperamos nada com isso, só uma felicidade momentânea, pois não vamos ganhar dinheiro, não vamos aumentar agenda de show, tampouco ficar famosos. Inclusive: fuck off!

    A Zero Hora foi o veículo que mais fez matérias sobre a gente. E, segundo eles, somos meio filósofos. Repito, tudo é uma questão de ponto de vista. A gente sempre quis fazer música de a cordo com a nossa bagagem. Simples assim.

    Se a Zero q é a Zero não fez render nada para a banda, a não ser elogios momentâneos, o que fará surtir efeito? Sei lá.. não estamos aqui para quebrar a cabeça numa superestratégiamalígna de marketing.

    Quando nos reunimos na casa do Marcelo, rimos, nos divertimos, viajamos no espaço, enfim.

    Porto Alegre não dá bola. E? E se desse, o que aconteceria? Massagearia o ego de quem?

    Achamos muito mais interessante a troca de experiências culturais, tipo tocar uma rádio da Argentina e sacar o quão diferente é a recepção da música, do que… bem… receber nariz torto de neoultracooladolescenteindie.

    Que coisa 2006 isso hhehehehehe

  4. Rafael Molina 10, dezembro, 2009 às 7:06 pm #

    esqueci de sugerir. uma vez eu ouvi um cara falando da musical amizade tocar lá nas Pampa Cats. Ia ser uma boa hein?

  5. Marcelo B. Conter 10, dezembro, 2009 às 7:13 pm #

    Eu simplesmente enxergo tudo isso como uma desvirtuação de valores. Um amigo meu, que é budista, acionista e ecologista, João Saikoski, sempre defendeu que tudo o que é bom se vende sozinho.

    A obra de arte moderna passou décadas se explicando, até dizendo que “não precisava ser explicada” para conseguir ser aceita. Eu acho que isso só prova que para o grande público ela é uma merda.

    Coisas dessa ordem tem sua importância no mundo, mas nunca vão conseguir bater um Robertão ou um César Menotti & Fabiano, simplesmente porque eles são demais!

    Mas mesmo assim é triste ouvir a dita “crítica musical” que vive abaixo do Mampituba declarando que a Musical Amizade é uma banda experimental. Eu não enxergo a banda assim, tanto é que já fizemos muitos experimentos e todos foram jogados fora. Nosso trabalho publicado é resultado de muita pesquisa e bom senso. E pop pra caralho.

  6. Christiano 10, dezembro, 2009 às 7:24 pm #

    Tá na hora de discutirem o mercado daqui.

    e chega dessas porra de “feira comprador”. vamo fala sério!

    tipo na frança tem umas bandas desgraçadis.. mas elas vivem da música pq fazem parte de um mercado consolidado

    é q nem tu ser um técnico meia boca de informática. tu não é mto bom mas tá no mercado.

  7. Sandro FRIDA 10, dezembro, 2009 às 7:27 pm #

    eu adoooro!

    Bem gay…

    Azar…hehe

  8. Christiano 10, dezembro, 2009 às 7:56 pm #

    a musical amizade não tava tocando na rádio unisinos?

  9. Lucas Belloni 10, dezembro, 2009 às 8:06 pm #

    Ah, para!

    Vão dizer que não é experimental? Quero dizer, vão dizer que não há mistura de diversos estilos? Vão dizer que não utilizam os instrumentos de maneira diferenciada, incomum, fugindo aos padrões? Vão dizer que a proposta da banda é convencional? Que não misturam referências do pop ao cult? Que não curtem um ruído a mais? Que não fazem inferências ao pensamento complexo em cima de temas populares?

    O que eu vou dizer pra um amigo quando mostrar o som de vocês? “Ó, esse aqui é o Musical Amizade, eles fazem um som… hm… bem… ãh, sei lá. Ouve aí.”

    O problema é ser rotulado, né?

    Mas e daí ser rotulado quando se tem bom gosto? Tomara que o rótulo é que assuma a identidade da banda de vocês, e não o contrário.

    • Marcelo B. Conter 10, dezembro, 2009 às 9:06 pm #

      Oi, Lucas. Eu acho que o termo experimental é muito mal empregado por todas as pessoas do mundo. A experiência, por natureza, é da ordem dos afetos. É aquilo que afeta a tua consciência e atualiza o teu pensamento. No entanto, tu morre com os teus afetos, e o mundo não o conhecerá.

      Quanto tu atualiza teus afetos (portanto tua experiência) em uma música, por exemplo, necessariamente tu estás fazendo com que um afeto passe a ser um percepto. Ou melhor, uma experiência passe a ser uma matéria, e assim fazendo parte da memória coletiva.

      Assim sendo, a Musical Amizade não experimenta porra nenhuma. Não estamos aqui para testar nossos ouvintes, mas sim para lhes entregar um cruzamento de perceptos.

      • Lucas Belloni 10, dezembro, 2009 às 9:35 pm #

        Até entendo o teu ponto de vista, ou melhor, não entendo não. É uma posição interessante mas eu teria que ler muito mais Spinoza do que a faculdade me induziu pra entender. Entretanto, de um ponto de vista mais popular o rótulo não é para vocês, é de vocês para fora.

        Ter rótulo é pop.
        Negar ele, também é.

        Acho que seria o caso de uma intervenção neste sentido. É como uma questão de folksonomy no campo músical. Deixem que as tags sejam postas. Só acho que não é saudável recusar deliberadamente um rótulo, porque, acredito que pode enfraquecer a relação entre o significado da banda e os códigos culturais das pessoas que assim a consideram.

        Gostaria de saber mais sobre filosofia para debater o assunto, mas como não sei, não vou ficar martelando na mesma tecla, ainda mais baseado apenas no meu “achismo”.

        A questão é que eu vou continuar ouvindo vocês e chamando do jeito que eu quiser. Rá!

    • Marcelo B. Conter 10, dezembro, 2009 às 9:08 pm #

      A propósito, obrigado pelos elogios. Você entende a banda melhor do que muita gente.

  10. Ricardo Machado 10, dezembro, 2009 às 8:21 pm #

    Musical Amizade é trí!

    É tri não porque é experimental ou a porcaria de rótulo que quiserem colocar. O lance é ouvir o som dos caras e curtir (ou não se quiserem), só isso. Ficar procurando rótulo é perda de tempo. É uma pena que aqui, nas rádios, ouvimos duas ou três vezes a mesma música num só dia, enquanto tem um monte de som bacana que não rola.

  11. Marcelo Ferreira 10, dezembro, 2009 às 8:44 pm #

    Musical Amizade é sinceridade, risos e movimento zo/

    E dá-lhe polêmica, é isso que move o povo!

  12. argerax 10, dezembro, 2009 às 9:51 pm #

    eahhhhhh musical amizade es la bomba, revientan todo, marcaran el camino seguro para muchas bandas en poa sin dudas.

    e “o bonde”

  13. Patrícia Spier (M.A) 11, dezembro, 2009 às 12:00 pm #

    Tá, meu sonho foi sempre ouvir o seguinte:

    – cara, eu descobri uma banda mto massa.

    – ah é? q tipo de som é? De q q é, daí?

    – é postpopgrindbondegoregritarianoiserockaudiovisual

    – Pô, acho q já ouvi falar, não é a Musical Amizade?

    :)

  14. duarterr 11, dezembro, 2009 às 6:57 pm #

    E aí, quando vocês vão fazer show? To esperando afú!

    e quero ver vocês no Pampa Show!

    • Patrícia Spier 21, maio, 2012 às 6:09 pm #

      Faz dois anos que estou em São Paulo. Mas pesquei este post nos meus arquivos e me deu uma vontade de juntar a banda e tocar no Pampa Show.
      Ainda existe?

      Agora que temos uma música nova, é a chance.

      Foi muito produtivo reler os comentários dos senhores. Obrigada.

      • Marcelo B. Conter 3, junho, 2012 às 4:41 am #

        Um show no Studio Pampa seria muito bizarro mesmo! Eu também queria saber o que os outros músicos de POA pensam a respeito da temática de A Província Não Perdoa

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