Videoclipe “The Name-drop Turn” do The Gentrificators!

31 ago

Tá no ar o segundo clipe do disco do The Gentrificators, banda do Marcelo B. Conter!

O clipe faz uma reflexão cinemática sobre o momento político e artístico de Porto Alegre. O vídeo abusa uma centena de imagens de arquivo encontradas no YouTube de momentos insólitos, polêmicas, bairrismos e protestos ocorridos na capital gaúcha nos últimos trinta anos. Soma-se aí comentários em forma de legendas, redigidos pelo pesquisador de mídia André Araujo, além, é claro, de uma brisante canção de 10 minutos e meio, recheados de solos de guitarra com fuzz, riffs incinerantes e o inglês provinciano e auto-irônico de Marcelo B. Conter (ex-Musical Amizade).

Vale a pena também ler essa resenha doida que o Mario Arruda, da banda Chimi Churris e Supervão:

“Porto Alegre, 2015. É difícil acreditar, mas ainda estamos aqui. Após o turbilhão de efervescência urbana vivido nos últimos anos…” (André Araújo)

Nos viiolentam. A partir da normalização
Da higienização de nossas práticas
O que faremos?
Somos eu, você, Léo Felipe, LCD SOundsystem, Dunga, Bob Dylan, a branca de neve, a prefeitura, Corn Flakes, Super(vão) Mario, o mercado público queimando a Portinho nossa que vive em Londres enquanto lá pouco se importam com nossa mediana leviandade de parecer um latino em Bogotá.
Os jogos de futebol seguem
Velvet Underground!
Deleuze & Guattarri nos introduzem como estabelecer processos de singularização
HETERÓCLITOS!
Rolnik nos acaricia com a desastabilização de nosso próprio eixo
Mas ainda exigimos ser uma coisa só
A própria ~~~~~ nos fala de essência
Ora, se há o que se querer acabar é com QUALQUER TIPO DE ESSÊNCIA
a todo momento que somos presidente, também seremos algum tipo de escravo ou minoria
A essência nos leva a condição de multinacional
Aquela que nos oprime logo ali depois da curva
à direita ou à esquerda
POUCO NOS IMPORTA
A cada exigência de representatividade, uma paralisação no processo de transformação
DEVIR, HÁ DEVIR EM SER UM SÓ DURANTE TODA A SUA VIDA?
André, cê pode vir aqui explicar o que isso tudo quer dizer ou posso interpretar assim do jeito que eu quiser?
É claro que elx pode. Eu sou ela, eu sou ele, você é um CIBORGUE
MAIS DE 10 MINUTOS
e continuo aqui parada
eu que já fui até emo
eu que já torci pela seleção
furei o boneco da Coca Cola
uso Wayfarer
eu que estudo engenharia de produção de petróleo
e agora sou marxista convicto
e torço pelo Aécio
e voto na Dilma e peço seu impeachman torcendo que suba ao poder o anarquismos de Hakim Bey que NEGA O PODER
POUCO ME IMPORTA SE MUITO ME CONSIDERO ALGO
a minah arte de rua eu faço dentro do meu quarto
e arte do meu quarto eu continuo fazendo na rua
e isso nunca se pode fazer
a SINTAXE não permite. e sempre fizemos
ZAT
KONTYNUEMOZ!

eu já perdi a linha há muito tempo
aderi ao rizoma
mas tb ao medo de usar qualquer prefixo ressignificado como
DO MAL
por um significado só, todo um conceito perdido
as misturas HETEROGÊNEAS
estão fadadas ao fracasso.
ENTROPIA
como um modo de condenação
tá, mas isso é o não rizoma, tá mas eu gosto do rizoma, mas eu tenho medo do rizoma, mas eu adoro o rizoma
eu não posso mais beber, mas eu adoro beber, mas eu já não tenho como beber, mas eu desejo beber
sou uma contradição a todo tempo
só há um caminho posso ter alguns 7 dias de certeza:
“( ͡ʘ ͜ʖ ͡ʘ) representa claramente a diferença que não quer ser assimilada ou tolerada e, portanto, sua forma de ação é muito mais transgressiva e perturbadora” (LOURO, 2001, p.546)
“ela tem a ver com a tensão de manter juntas coisas incompatíveis porque todas são necessárias e verdadeiras” (HARAWAY, 2009, p.35)

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