Musical Amizade comemora 10 anos com Supervão no “Bailão Lo-fi”

24 out
  • Banda não faz show desde 2009; integrantes moram em estados diferentes do Brasil
  • M.A já fez parceria com os músicos Frank Jorge, Marcelo Birck, Tony da Gatorra e o produtor argentino Argerax;
  • Baterista virtual, que chamou atenção durante os shows da M.A., estará presente
  • Participou de uma instalação artística que integrou a Bienal de Porto Alegre e depois foi pra Nova Iorque

Soundcloud: https://soundcloud.com/musicalamizade

Full album no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=8hFkTqOpo24

Fotos extras: https://musicalamizade.wordpress.com/fotos/

Dia 28 de outubro a Casa Frasca (Av. Independência 426, Porto Alegre) recebe os shows das bandas Musical Amizade e Supervão. A ideia é comemorar os dez anos de existência dos “Amizades”. Desde 2009, o grupo não faz mais ensaios nem shows, mas nunca declarou o final dos trabalhos. Nos últimos meses, os integrantes amadureceram a ideia de se reunir e convidaram os amigos da Supervão para acompanhar a noite.

Musical Amizade nasceu quando os integrantes Marcelo B. Conter (The Gentrificators), Lucas Diniz, Patrícia Spier (The Dangerines) e Gabriel Saikoski ainda estavam na faculdade, em 2006. A banda começou sua escalada ao ter seu primeiro single Muco do Belô executada na sala de jogos de um hostel em Buenos Aires. A derrocada começou quando a canção Jaque foi executada no programa Cafezinho e virou piada local.

Na noite do dia das bruxas, a banda fará seu show com duração de 50 minutos e haverá projeções audiovisuais, como o baterista virtual, efeitos psicodélicos, imagens de arquivo do grupo e participações de Argerax (Argentina) e Frank Jorge (Graforreia XIlarmônica). Duas músicas serão tocadas pela primeira vez fora do estúdio: Escadasma, um ska cantado por um asmático subindo uma escada; e A Província Não Perdoa, que é uma autobiografia da banda, canção criada logo após a derrocada diante do cenário de marasmo cultural que a cidade de Porto Alegre adentraria pós-2013. Mas no dia do show, a banda mostrará que resiste.

A Musical Amizade já fez diversos shows no mínimo inusitados. Já tocou no famoso Pop Cult de Novo Hamburgo; na praça de alimentação do Campus do Vale da UFRGS; na abertura do CineEsquemaNovo de 2008 (e, de bandeja, para todo o pessoal que fazia uma feira de artesanato no térreo do Gasômetro naquele dia. Eles adoraram!); dentro da torre do DMAE, em Porto Alegre, com o Coletivo Concerto Grosso; em uma praça em Esteio; e em alguns churrascos na casa de amigos.

A Supervão, assim como a Musical Amizade, não possui um baterista humano em sua formação. E, para ficar mais próximos ainda, fazem diversas referências acadêmicas em seu trabalho. Vejam só que release mais cabeça o deles:

SUPERVÃO é pós-humana: uma essência em eterna transformação diante das diferentes intensidades colocadas pelas máquinas técnicas e sociais.

Em Lua Degradê, primeiro EP da banda recém lançado pelos selos Honey Bomb Records e Lezma Records, SUPERVÃO apresenta um desejo de desconstrução musical através de um processo que vem sendo chamado de Neu Tropicália. Melodias e ritmos brasileiros, distorções características do rock e do shoegaze, beats de música eletrônica e experimentalismos globais identificados nas artes visuais produziram uma junção de referências subjetiva que pode render leituras e interpretações muito variadas.

O processo de gravação caseiro, característico de bandas independentes, ganha definição e resolução no trabalho da SUPERVÃO, o que dá vida à uma nova fase onde o lo-fi se apresenta como meio e não como gênero. Um trabalho capaz de agradar os ouvidos dos amantes das experimentações eletrônicas de Thom Yorke e os farejadores de artistas alternativos fãs de Jaloo. É um som sintetizado que conta com intervenções de guitarra e baixo, que apresenta o beat como elemento central. Não existe uma linha clara que separa o que é produzido no software e o que é resultado da intervenção orgânica de Mario Arruda, Leonardo Serafini e Ricardo Giacomoni, membros do grupo.

A festa ainda conta com o lançamento do livro LO-FI: Música pop em baixa definição (Ed. Appris), resultado da tese de doutorado de Marcelo B. Conter, guitarrista da Musical Amizade. Justamente por isso, o nome da festa é Bailão LO-FI.

Maria Joana de Avellar, Suelen Melo e Eduardo Egs farão uma discotecagem focada no tema da festa, em busca de sons obscuros, nostálgicos, lo-fi, desenterrando preciosidades de nosso passado tecnocultural, mas sem perder a vibe dançante.

BAILÃO LO-FI – SERVIÇO

Casa Frasca
Av. Independência, 426, Porto Alegre

Ingressos:
das 21 às 22h: R$ 5,00
22h em diante: 15,00

Confirmados no evento no Facebook:
até 0h: R$10,00
após 0h: R$ 15,00
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